Análise completa do formulário “Queremos te conhecer”, com o perfil de viagem cruzado por faixa etária e a leitura das respostas abertas — a voz real do público.
Antes de tudo: confirma com força o posicionamento da marca. É um público maduro, majoritariamente feminino e de classe média — exatamente a base com quem a Tati conversa como vizinha de confiança.
3 em cada 4 pessoas têm 41 anos ou mais. O grupo 50+ sozinho é quase metade da base.
Núcleo classe média: 57,7% entre R$3 mil e R$10 mil. Preço importa — mas há fôlego para investir num atalho que economize.
Aqui está o coração do que você pediu. Cada linha é uma faixa etária; cada número é o % daquela faixa. Quanto mais dourado o fundo, maior a concentração. O padrão surpreende: quem mais voa e mais gasta é o público 50+, não os jovens.
| Faixa | Nunca voou | 1×/ano ou – | 2 a 3×/ano | 4 a 6×/ano | 6×+ /ano |
|---|---|---|---|---|---|
| 18 a 25 | 5,3% | 63,2% | 31,6% | — | — |
| 26 a 31 | 2,5% | 64,4% | 25,4% | 5,1% | 2,5% |
| 36 a 40 | 2,3% | 60,0% | 32,1% | 3,3% | 2,3% |
| 41 a 50 | 3,1% | 53,9% | 32,5% | 7,2% | 3,3% |
| 50+ | 2,2% | 48,1% | 37,2% | 7,6% | 4,9% |
Leitura: a faixa 50+ tem a maior fatia de quem voa 2×+ por ano (49,7% somando as três últimas colunas). Os mais jovens viajam menos e quase nunca passam de 1×/ano.
| Faixa | até 1k | 1–3k | 3–5k | 5–10k | 10k+ |
|---|---|---|---|---|---|
| 18 a 25 | 5,3 | 52,6 | 21,1 | 5,3 | 15,8 |
| 26 a 31 | 6,8 | 34,7 | 39,0 | 12,7 | 6,8 |
| 36 a 40 | 3,3 | 30,2 | 32,1 | 25,6 | 8,8 |
| 41 a 50 | 4,3 | 29,1 | 33,9 | 23,2 | 9,5 |
| 50+ | 3,6 | 28,9 | 31,1 | 23,3 | 13,2 |
A partir dos 36 anos, o gasto sobe: ~33% do público 50+ gasta R$5 mil ou mais por viagem. Ticket maduro = maior potencial de economia percebida.
| Faixa | até 3k | 3–6k | 6–10k | 10–20k | 20k+ |
|---|---|---|---|---|---|
| 18 a 25 | 10,5 | 52,6 | 5,3 | 31,6 | — |
| 26 a 31 | 26,3 | 32,2 | 28,0 | 6,8 | 6,8 |
| 36 a 40 | 13,0 | 34,9 | 30,2 | 14,4 | 7,4 |
| 41 a 50 | 14,6 | 26,3 | 29,1 | 22,4 | 7,6 |
| 50+ | 9,3 | 28,6 | 27,7 | 21,6 | 12,7 |
O público maduro (41+) concentra as rendas mais altas. Os jovens 26–31 são os mais apertados (26% até R$3 mil).
Pergunta aberta: “qual a sua maior dificuldade ao comprar passagens?”. Categorizei as 1.296 respostas. Preço domina tudo — mas ao ler na íntegra, a dor real é mais fina: não é só “é caro”, é “não sei quando, onde e como comprar para pagar barato”.
% sobre quem respondeu. Quase nove em cada dez dores giram em torno de dinheiro e de achar a oferta certa.
A dor de preço é transversal a todas as idades — não é nicho de jovem nem de aposentado. É universal. Isso simplifica o messaging.
Repare: ninguém pede “passagem mais barata de graça”. Pedem método, timing e confiança. É a promessa exata da Tripulação VIP — não venda de passagem, e sim o “como achar”.
As respostas abertas sobre canal mostram um público que compra no improviso: site genérico, site da companhia ou agência. Comparadores e milhas — onde mora a economia de verdade — aparecem pouco, e despencam com a idade.
Só ~22% usam comparadores ou milhas. A maioria compra do jeito mais caro e direto.
O público principal da Tati (41+) quase não usa comparador. Aí está o espaço para a comunidade: ensinar o caminho que eles ainda não trilham.
Quatro leituras de sócio — o que os números pedem que a gente faça.
Quase ninguém pede passagem grátis. Pedem “saber a hora certa”, “o melhor dia”, “onde pesquisar com confiança”. A Tripulação VIP não deve ser vendida como “passagem barata” e sim como o atalho de quem está dentro do cockpit — o mapa que eles admitem não ter. Mantém a autoridade da Tati no centro.
69% são mulheres e 76% têm 41 anos ou mais. E é justamente esse grupo que mais voa, mais gasta e menos usa comparador. Ou seja: têm volume, têm verba e têm a maior lacuna de conhecimento. É o público de maior conversão e maior economia percebida.
“Não sei o melhor dia pra comprar.” “Fico esperando o momento certo.” “Não sei em qual site pesquisar.” Essas frases são headlines de Stories e ganchos de Reels prontos. Espelhar a fala exata do público é o que fez o vídeo de 2,5M funcionar — conversa de vizinha, não anúncio.
57% ganham entre R$3 mil e R$10 mil e gastam milhares por viagem: o preço da comunidade se paga numa só passagem economizada — esse é o ângulo de ancoragem. Recomendo de sócio: incluir no próximo formulário a pergunta “viaja sozinho ou acompanhado?” — ela não existe nessa base, e saber o tamanho do grupo muda completamente o cálculo de economia que a gente pode prometer.